A Fórmula Oficial da Taxa de Esforço
A matemática por trás do cálculo efetuado pelos bancos em Portugal é padronizada e obedece à seguinte estrutura matemática:
Taxa de Esforço = (Total das Prestações de Crédito / Rendimento Mensal Líquido) × 100
O que acontece se a taxa for superior ao recomendado?
Embora o Banco de Portugal recomende uma taxa de esforço ideal de até 35% para manter uma zona segura, o limite máximo absoluto de aprovação foi fixado nos 45%. Acima deste teto de 45%, os bancos estão genericamente impedidos de emitir novos contratos de crédito habitação, exceto em margens de carteira muito residuais e específicas.
A realidade bancária avalia também o chamado "Rendimento Disponível". Se um agregado familiar aufere 6.000€ limpos por mês, uma taxa de esforço de 40% (abaixo do teto legal) deixa ainda 3.600€ livres para despesas correntes, o que facilita a aprovação. Já para rendimentos mais baixos, aproximar-se do teto regulatório de 45% é um obstáculo muito complexo.
Estratégias eficazes para reduzir a sua taxa de esforço
Se o seu simulador acima entrou na zona amarela ou vermelha (aproximando-se ou ultrapassando os 45%), existem ações corretivas imediatas que podemos desenhar para o seu processo:
- Amortização ou Consolidação de Créditos Atuais: Liquidar um crédito automóvel ou amortizar cartões de crédito reduz instantaneamente os encargos declarados na Central de Responsabilidades de Crédito (CRC), libertando margem direta para a habitação.
- Alargamento do Prazo do Financiamento: Dilatar o prazo do novo empréstimo (respeitando os limites de idade e prazos máximos regulados pelo Banco de Portugal) atenua diretamente o valor da prestação mensal base.
- Inclusão de Fiadores ou Co-titulares: Agregar segundos titulares ou fiadores estáveis com rendimentos limpos ajuda a equilibrar substancialmente o rácio de esforço consolidado do processo.